Linho

LinhoLinum usitatissimum

As investigações arqueológicas revelaram a presença de sementes e tecidos de linho na Babilónia (7000 anos AC) e nas povoações lacustres dos Alpes (5000 anos AC). O linho é pois, uma das plantas cultivadas há mais tempo em virtude da sua utilidade comercial (tecido, farinha e óleo) e das suas propriedades terpêuticas. Nos tempos de Hipócrates e Teofrasto, já era utilizado como planta medicinal e dioscórides fala das suas propriedades emolientes. É nativo das zonas temperadas da Europa e da Ásia e cultivado em todo o mundo. Cultivado na zona Norte de Portugal e , às vezes, subespontânea no Continente e Madeira.

Pertence à famíla das Lináceas e as partes utilizadas são as sementes inteiras ou reduzidas a pó (linhaça) e o óleo das sementes.

As sementes são ricas em mucilagens, óleo gordo com glicéridos, onde predominam os ácidos gordos insaturados, dos quais se realçam os ómega 3 e ómega 6 (oleico, linoleico, gama-linolénico), proteínas, linhanos, sais minerais e heterósidos cianogénicos, principalmente, linamarina.

As sementes pelas mucilagens , de natureza urónica absorvem água aumentando de volume, pelo que exercem uma ação laxativa e emoliente. Ação hipolipemiante e hipoglicemiante suave.

É tradicionalmente utilizado para combater a obstipação crónica, para cólon irritável ou alterado pelo abuso de laxativos. Nas gastrites e diarreias, pelo seu efeito protetor e emoliente e também como coadjuvante no controlo da obesidade.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o linho no estudo científico que aqui disponibilizamos:

Xu et al. (2012). Laxative effects of partially defatted flaxseed meal on normal and experimental constipated mice. BMC Complementary and Alternative Medicine 12: 14.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 434-435.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 405-409.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 313-315.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 114-115.

 

Estudos:

Linho 1

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