Ginseng

GinsengPanax ginseng

Arbusto vivaz originário do Nordeste da China, Leste da Rússia e Coreia do Norte, hoje praticamente é apenas obtido por cultura em terrenos fertéis e bem drenados, por a planta espontânea se ter esgotado.

É da família das Araliáceas e as partes utilizadas são as raízes com pelo menos 4 anos.

Os seus constituintes principais são os saponósidos triterpénicos tetracíclicos poli-hidroxilados, os ginsenósidos. Conhecem-se cerca de 80, dos quais os clássicos são 14 ginsenósidos neutros. Os maioritários são os ginsenósidos Rb1, Rb2 e Rg1. Além desses compostos estão descritos polissacáridos e outros glúcidos, fitosteróis, vitaminas do grupo B, óleo essencial, péptidos, poliinas, hidrocarbonetos, álcoois sesquiterpénicos.

O ginseng aumenta a capacidade de resistência às doenças e ao stress por ação sobre o eixo hipotálamo-hipófise- cortéx suprarrenal (ação adaptogénica), aumenta a longevidade e o crescimento das células normais. Tem ação antiviral e antiagregante plaquetária. Inibe a peroxidação lipídica, sendo anti-radicalar. Tem actividade tónica cardíaca.

O ginseng é por isso tradicionalmente utilizado no stress excessivo, astenia física e psíquica, impotência e problemas de fertilidade masculina. Para aumentar a capacidade de trabalho e concentração. Na diabetes, hipercolesterolemia. Como tónico nas anemias e imunodeficiências.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o ginseng nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Kaneko H and Nakanishi K (2004). Proof of the Mysterious Efficacy of Ginseng: Basic and Clinical Trials: Clinical Effects of Medical Ginseng, Korean Red Ginseng: Specifically, Its Anti-stress Action for Prevention of Disease. Journal of Pharmacological Sciences 95: 158-162.

Wang J et al. (2010). Anti-fatigue activity of the water-soluble polysaccharides isolated from Panax ginseng C. A. Meyer. Journal of Ethnopharmacology 130 (2): 421-423.

Choi K (2008). Botanical characteristics, pharmacological effects and medicinal components of Korean Panax ginseng C A Meyer. Acta Farmacologica Sinnica 29 (9): 1109-1118.

Ginseng root. Excerpt from Herbal Medicine: Expanded Comission E Monographs. American Botanical Council 2000.

Kitts DD and Hu C (2000). Efficacy and safety of ginseng. Public Health Nutrition 3 (4A): 473-485.

Lee NH et al. (2012). Safety and Tolerability of Panax ginseng Root Extract: A Randomized, Placebo-Controlled, Clinical Trial in Healthy Korean Volunteers. Journal of Alternative and Complementary Medicine [Epub ahead of print].

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 362-364.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 329-335.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 346-351.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 15.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 93.

Estudos:

Ginseng 1 || Ginseng 2 || Ginseng 3 || Ginseng 4 || Ginseng 5 || Ginseng 6

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