Cavalinha

CavalinhaEquisetum arvense

A cavalinha tem uma aparência pré histórica, sendo uma das mais antigas plantas do planeta. Nativa da Europa, Ásia, Africa e América do Norte, cresce espontâneamente em terrenos húmidos. É valorizada como uma fonte de minerais e oligoelementos. Existe em quase todo o território de Portugal.

Pertence à família das Equisetáceas e partes da planta utilizadas são as partes aéreas estéreis.

Possui grande quantidade de sais minerais (silício, potássio, magnésio), heterósidos de flavonóides (isoquercitrósido, glucósidos de campferol, hiperósido), ácidos fenólicos (cafeíco), taninos, saponósido equisetonina, óleo essencial, vestígios de alcalóides.

A ação diurética verificada em estudos experimentais é atribuída aos flavonóides e aos sais de potássio. Devido à grande quantidade de sais de silício, apresenta propriedades remineralizantes e tonificantes do tecido conjuntivo,melhorando a consistência e a elasticidade dos tecidos de suporte e revestimento, tendo por isso efeitos benéficos na consolidação de fraturas. O óleo essencial é dotado de atividade antimicrobiana.

É tradicionalmente utilizada na consolidação de fraturas, na osteoporose e nas doenças reumáticas. Em infeções genitourinárias e prevenção da litíase urinária devida à ação diurética. É também utilizada na obesidade acompanhada de retenção de líquidos.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 212-213.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 201-204.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 409-410.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 58-59.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 74.

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