SeneCassia angustifolia

Subarbusto perene, nativo da Arábia e África Oriental muito cultivado na Índia.

Pertence à família das Cesalpináceas e as partes utilizadas são as folhas e os frutos.

Os principais constituintes são os senósidos A e B que são diglucósidos de reína-diantrona, estão ainda presentes pequenas quantidades de outros constituintes hidroxiantracénicos (senósidos C e D, crisofanol, aloé-emodina, reína e os respetivos glucósidos), mucilagens, flavonóides, resinas e ácidos orgânicos.

Os derivados antraquinónicos, existentes em maior quantidade nas folhas do que nos frutos do sene, exercem uma ação colagoga e laxante, que se faz sentir 10 a 12 horas após a toma. Os heterósidos ao atingirem o cólon, são hidrolisados pela ação de enzimas da flora bacteriana indo as geninas atuar sobre as terminações nervosas da parede intestinal, com o que diminui a absorção de água dando-se uma estimulação do peristaltismo.

O sene é tradicionalmente utilizado como laxante ou purgante, na obstipação ocasional.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 606-607.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 599-605.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 684-688.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 64.



TaráxacoTaraxacum officinale

É nativa de várias partes da Europa e Ásia. As folhas jovens são ingeridas na Primavera como um tónico amargo destoxificante para eliminar do corpo os vestígios da alimentação forte e pesada do Inverno bem como dos seus hábitos mais sedentários.

Pertence à família das Asteráceas e as partes da planta utilizadas são as raízes e as folhas.

A raiz possui constituintes amargos, polifenóis (fitosteróis, flavonóides derivados da apigenina e da luteolina), inulina, mucilagem e sais minerais (principalmente potássio). As folhas possuem flavonóides, constituintes amargos e sais minerais em maior quantidade que nas raízes.

Os constituintes amargos são responsáveis pela estimulação do apetite, os polifenóis conferem propriedades coleréticas e diuréticas sendo essa ação reforçada pelos sais. A inulina tem uma ação laxante suave. As raízes em relação às folhas também têm atividade colerética mas de menor ação.

As raízes do taráxaco são tradicionalmente utilizadas em alterações no fluxo biliar, estimulação da diurese, perda de apetite e dispepsia. As folhas são utilizadas na perda apetite e dispepsia.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o taráxaco nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Clare BA et al. (2009). The Diuretic Effect in Human Subjects of an Extract of Taraxacum officinale Folium over a Single Day. Journal of Alternative and Complementary Medicine 15 (8): 929-934.

Modaresi M and Resalatpour N (2012). The Effect of Taraxacum officinale Hydroalcoholic Extract on Blood Cells in Mice. Advancis in Hematology Article ID 653412.

Jin YR et al. The effect of Taraxacum officinale on gastric emptying and smooth muscle motility in Rodents. Neurogastroenterology and Motility 23 (8): 766-e333.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 624-625.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 625-630.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 245-246.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 106.

 

Estudos:

Taráxaco 1 || Taráxaco 2 || Taráxaco 3


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