Erva MateIlex paraguariensis

Árvore ou arbusto espontâneo no Norte da Argentina, Paraguai, Uruguai e Sul do Brasil, sendo muito cultivado.

Pertence à família das Aquifoliáceas e as partes utilizadas são as folhas.

Possui na sua composição xantinas (cafeína, teobromina e vestígios de teofilina). Taninos, ácidos fenólicos, flavonóides, saponinas triterpénicas e compostos lactónicos (amargos).

É estimulante do sistema nervoso central, diurética e com efeitos lipolíticos.

A erva mate é tradicionalmente utilizada na fadiga física e psíquica e como coadjuvante em tratamentos de obesidade.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 468-469.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 508-509.



FeijoeiroPhaseolus vulgaris

Planta herbácea anual, que se julga ser originária da América Central e do Sul. São cultivadas inúmeras variedades hortícolas.

Pertence à famíla das Fabáceas (Leguminosas) e a parte utilizada são os pericarpos do fruto (vagens) com ou sem as sementes.

Rica em lectinas (glicoproteínas tetraméricas), aminoácidos (arginina, tirosina, leucina, lisina e outros), sais minerais, sendo de destacar a presença de crómio, fibras celulósicas, flavonas, ácido silícico e vestígios de heterósidos cianogenéticos.

Diurético, ligeiramente hipoglicemiante pela arginina, ácido silícico e sais de crómio. Uma das proteínas, a faseolamina, inibe a enzima alfa amilase impedindo que os hidratos de carbono sejam corretamente digeridos e consequentemente reduzindo a sua absorção pelo organismo.

É tradicionalmente utilizado como coadjuvante no tratamento da diabetes, hiperlipidemias e obesidade acompanhada de retenção de líquidos.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o feijoeiro nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Preuss HG (2009). Bean Amylase Inhibitor and Other Carbohydrate Absorption Blockers: Effects on Diabesity and General Health. Journal of the American College of Nutrition 28 (3): 266-276.

Obiro WC, Zang T & Jiang T (2008). The nutraceutical role of the Phaseolus vulgaris α-amilase inhibitor. British Journal of Nutrition 100: 1-12.

Englyst KN & Englyst HN (2005). Carbohydrate Bioavailability. British Journal of Nutrition 94: 1-11.

Udani J, Singh BB (2007). Blocking carbohydrate absorption and weight loss: a clinical trial using a proprietary fractionated white bean extract. Alternative Therapies in Health and Medicine 13 (4): 32-37.

Layer P et al. (1986). Effect of a purified amylase inhibitor on carbohydrate tolerance in normal subjects and patients with diabetes mellitus. Mayo Clinic Procedings 61 (6): 442-447.

Chokshi D (2007). Subchronic oral toxicity of a standardized white kidney bean (Phaseolus vulgaris) extract in rats. Food and Chemical Toxicology 45 (1): 32-40.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 325-326.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 65-66.

 

Estudos:

Feijoeiro 1 || Feijoeiro 2 || Feijoeiro 3 || Feijoeiro 4 || Feijoeiro 5 || Feijoeiro 6



GengibreZingiber officinale

É uma especiaria com um sabor característico nativa do Sul da Ásia. As suas propriedades energizantes e caloríficas eram já mencionadas nos escritos de Confúcio cerca de 500 AC.

Pertence à família das Zengiberáceas e as partes utilizadas são os rizomas.

Possui como constituintes óleo essencial com sesquiterpenos (zingibereno, curcumeno, Beta-bisaboleno, Beta-bisabolona, alfa-farneseno) e monoterpenos (cânfora, geranial, linolol). Possui ainda substâncias de sabor amargo e picante (gigerois e sogaois) presentes na fração resinosa, amido, lecitinas, proteínas e sais minerais.

Estimula a secreção salivar e gástrica, aumentando o tónus da musculatura intestinal e o peristaltismo, o que é atribuído às substâncias picantes (gigerois e sogaois). O pó de gengibre também tem uma ação antiemética tendo sido demontrado ser essa ação também devida aos compostos picantes. As propriedades hipolipidémicas do extrato alcoólico de gengibre poderiam explicar o efeito protetor sobre a aterosclerose experimental em coelhos e a ação hipoglicemiante verificada em ratos diabéticos.

É tradicionalmente utilizado como aperitivo, antiemético, no combate aos enjoos das viagens. Nas afeções respiratórias como anti-séptico e anti-inflamatório.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o gengibre nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Lam RYY et al. (2007). Antioxidant Actions of Phenolic Compounds Found in Dietary Plants on Low-Density Lipoprotein and Erythrocytes in Vitro. Journal of the American College of Nutrition 26 (3): 233-242.

Al-Amin ZM et al. (2006). Antidiabetic and hypolipidaemic properties of ginger ( Zingiber officinale) in streptozotocin induced diabetic rats. British Journal of Nutrition 96 (4): 660-666.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 354-355.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 300-306.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 339-342.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 28.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 119.

 

Estudos:

Gengibre 1 || Gengibre 2 



GinkgoGinkgo biloba

Esta árvore caducifólia originária da China é uma das espécies mais antigas existentes à face da Terra (algumas das espécies identificadas contam mais de 2000 anos, embora os paleontólogos façam remontar as suas origens ao período Jurássico) e pode chegar aos 35m de altura e 9m de envergadura. É amplamente cultivada no Japão, na Coreia, na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul (Argentina, Chile e Uruguai).

Pertence à família das Ginkgoáceas e as partes utilizadas são as folhas.

Os seus principais constituintes são os ginkgólidos A, B, C, J, e M, substâncias polifenólicas em que predominam flavonóides e biflavonóides (bilobetol, ginkgetol, derivados do quercetol e do campferol), proantocianidinas, glúcidos, ácidos gordos, fitosteróis e sesquiterpenos.

O ginkgo, pelo extrato titulado em flavonóides e em ginkgólidos é hoje considerado como um produto que atuando no SNC evita a perda de memória e a decadência das funções cognitivas, particularmente nas pessoas idosas. Este efeito é explicado por o conjunto de alguns dos seus constituintes mostrarem ação inibidora da agregação plaquetária, vasodilatação periférica com redução da fragilidade capilar, aumento do fluxo sanguíneo cerebral, melhor oxigenação dos tecidos cerebrais, para além de haver inativação dos radicais livres e menor formação de peróxido de hidrogénio.

O ginkgo é tradicionalmente utilizado em casos de diminuição do rendimento intelectual, perda de memória, zumbidos, dores de cabeça e ansiedade devido a insuficiência cerebral dos idosos, na prevenção da aterosclerose e da formação de trombos.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o ginkgo nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Walesiuk A et al. (2005). Ginkgo biloba extract diminishes stress-induced memory deficits in rats. Pharmacological Reports 57: 176-187.

Blecharz-Klin K et al. (2009). Pharmacological and biochemical effects of Ginkgo biloba extract on learning, memory consolidation and motor activity in old rats. Acta Neurobiologiae Experimentalis 69: 217-231.

Ginkgo biloba leaf extract. Excerpt from Herbal Medicine: Expanded Comission E Monographs. American Botanical Council 2000.

Le Bars PL and Kastelan J (2000). Efficacy and safety of a Ginkgo biloba extract. Public Health Nutrition 3: 495-499.

Gong QH et al. (2006). Protective effect of Ginkgo biloba leaf extract on learning and memory deficit induced by aluminum in model rats. Chinese Jornal of Integrative Medicine 12 (1): 37-41.

May BH et al. (2009). Chinese herbal medicine for Mild Cognitive Impairment and Age Associated Memory Impairment: a review of randomised controlled trials. Biogerontology 10 (2): 109-123.

Oliveira DR et al. (2009). Neuromodulatory property of standardized extract Ginkgo biloba L. (EGb 761) on memory: behavioral and molecular evidence. Brain Research 1269: 68-69.

Baurle P et al. (2009). Safety and effectiveness of a traditional ginkgo fresh plant extract – results from a clinical trial. Forschende Komplementarmedizine 16 (3): 156-161.

Kaschel R (2011). Specific memory effects of Ginkgo biloba extract EGb 761 in middle-aged healthy volunteers. Phytomedicine 18 (14): 1202-1207.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 360-361.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 313-328.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 342-346.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 62-63.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 79.

 

Estudos:

Ginkgo 1 || Ginkgo 2 || Ginkgo 3 || Ginkgo 4 || Ginkgo 5 || Ginkgo 6 || Ginkgo 7 || Ginkgo 8 || Ginkgo 9 



GinsengPanax ginseng

Arbusto vivaz originário do Nordeste da China, Leste da Rússia e Coreia do Norte, hoje praticamente é apenas obtido por cultura em terrenos fertéis e bem drenados, por a planta espontânea se ter esgotado.

É da família das Araliáceas e as partes utilizadas são as raízes com pelo menos 4 anos.

Os seus constituintes principais são os saponósidos triterpénicos tetracíclicos poli-hidroxilados, os ginsenósidos. Conhecem-se cerca de 80, dos quais os clássicos são 14 ginsenósidos neutros. Os maioritários são os ginsenósidos Rb1, Rb2 e Rg1. Além desses compostos estão descritos polissacáridos e outros glúcidos, fitosteróis, vitaminas do grupo B, óleo essencial, péptidos, poliinas, hidrocarbonetos, álcoois sesquiterpénicos.

O ginseng aumenta a capacidade de resistência às doenças e ao stress por ação sobre o eixo hipotálamo-hipófise- cortéx suprarrenal (ação adaptogénica), aumenta a longevidade e o crescimento das células normais. Tem ação antiviral e antiagregante plaquetária. Inibe a peroxidação lipídica, sendo anti-radicalar. Tem actividade tónica cardíaca.

O ginseng é por isso tradicionalmente utilizado no stress excessivo, astenia física e psíquica, impotência e problemas de fertilidade masculina. Para aumentar a capacidade de trabalho e concentração. Na diabetes, hipercolesterolemia. Como tónico nas anemias e imunodeficiências.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o ginseng nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Kaneko H and Nakanishi K (2004). Proof of the Mysterious Efficacy of Ginseng: Basic and Clinical Trials: Clinical Effects of Medical Ginseng, Korean Red Ginseng: Specifically, Its Anti-stress Action for Prevention of Disease. Journal of Pharmacological Sciences 95: 158-162.

Wang J et al. (2010). Anti-fatigue activity of the water-soluble polysaccharides isolated from Panax ginseng C. A. Meyer. Journal of Ethnopharmacology 130 (2): 421-423.

Choi K (2008). Botanical characteristics, pharmacological effects and medicinal components of Korean Panax ginseng C A Meyer. Acta Farmacologica Sinnica 29 (9): 1109-1118.

Ginseng root. Excerpt from Herbal Medicine: Expanded Comission E Monographs. American Botanical Council 2000.

Kitts DD and Hu C (2000). Efficacy and safety of ginseng. Public Health Nutrition 3 (4A): 473-485.

Lee NH et al. (2012). Safety and Tolerability of Panax ginseng Root Extract: A Randomized, Placebo-Controlled, Clinical Trial in Healthy Korean Volunteers. Journal of Alternative and Complementary Medicine [Epub ahead of print].

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 362-364.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 329-335.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 346-351.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 15.

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 93.

Estudos:

Ginseng 1 || Ginseng 2 || Ginseng 3 || Ginseng 4 || Ginseng 5 || Ginseng 6



LinhoLinum usitatissimum

As investigações arqueológicas revelaram a presença de sementes e tecidos de linho na Babilónia (7000 anos AC) e nas povoações lacustres dos Alpes (5000 anos AC). O linho é pois, uma das plantas cultivadas há mais tempo em virtude da sua utilidade comercial (tecido, farinha e óleo) e das suas propriedades terpêuticas. Nos tempos de Hipócrates e Teofrasto, já era utilizado como planta medicinal e dioscórides fala das suas propriedades emolientes. É nativo das zonas temperadas da Europa e da Ásia e cultivado em todo o mundo. Cultivado na zona Norte de Portugal e , às vezes, subespontânea no Continente e Madeira.

Pertence à famíla das Lináceas e as partes utilizadas são as sementes inteiras ou reduzidas a pó (linhaça) e o óleo das sementes.

As sementes são ricas em mucilagens, óleo gordo com glicéridos, onde predominam os ácidos gordos insaturados, dos quais se realçam os ómega 3 e ómega 6 (oleico, linoleico, gama-linolénico), proteínas, linhanos, sais minerais e heterósidos cianogénicos, principalmente, linamarina.

As sementes pelas mucilagens , de natureza urónica absorvem água aumentando de volume, pelo que exercem uma ação laxativa e emoliente. Ação hipolipemiante e hipoglicemiante suave.

É tradicionalmente utilizado para combater a obstipação crónica, para cólon irritável ou alterado pelo abuso de laxativos. Nas gastrites e diarreias, pelo seu efeito protetor e emoliente e também como coadjuvante no controlo da obesidade.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o linho no estudo científico que aqui disponibilizamos:

Xu et al. (2012). Laxative effects of partially defatted flaxseed meal on normal and experimental constipated mice. BMC Complementary and Alternative Medicine 12: 14.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 434-435.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 405-409.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 313-315.

Domínguez M, Gómez R. Novo Guia das Plantas Medicinais, Ediclube, 114-115.

 

Estudos:

Linho 1



PiloselaPilosella officinarum

Planta herbácea que cresce até uma altura de 30 cm. Surge em vastas regiões da Europa e Ásia temperada. É também encontrada na América do Norte.

É da família das Asteráceas e as partes utilizadas são as partes aéreas floridas.

Os seus principais constituintes são flavonóides, entre os quais luteolina-7-glucósido, hidroxicumarinas e taninos.

A pilosela demonstrou atividade diurética, espasmolítica e diaforética.

A pilosela é tradicionalmente utilizada sempre que se pretenda um efeito diurético ou no tratamento da asma, bronquite e tosse.

 

Referências:

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 529-530.

 



PlantagoPlantago ovata

Planta vivaz, espontânea na Ásia Ocidental e na Índia, cultivada na Índia e Paquistão.

Pertence à família das Plantagenáceas e as partes utilizadas são as sementes e tegumento (cutícula).

As sementes são constituídas por mucilagens, principalmente na cutícula: arabinoxilanas, ramnose, ácido galacturónico, também por óleo fixo, proteínas, vestígios de glicósidos iridóides. O tegumento é praticamente só constituído por mucilagens.

As mucilagens têm uma ação laxativa suave,de diminuição do apetite, anti-inflamatória e protetora da mucosa intestinal (emoliente).

O plantago é tradicionalmente utilizado na obstipação, diarreia, obesidade e hipercolesterolemia.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o plantago nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Sierra M et al. (2002). Therapeutic effects of psyllium in type 2 diabetic patients. European Journal of Clinical Nutrition 56: 830-842.

Leng-Peschlow E (1991). Plantago ovata seeds as dietary fibre supplement : physiological and metabolic effects in rats. British Journal of Nutrition 66: 331-349.

Hannan JMA et al. (2007). Aqueous extracts of husks of Plantago ovata reduce hyperglycaemia in type 1 and type 2 diabetes by inhibition of intestinal glucose absorption. British Journal of Nutrition 96 (1): 131-137.

Elli M et al. (2008). Evaluation of prebiotic potential of refined psyllium (Plantago ovata) fiber in healthy women. Journal of Clinical Gastroenterology 42 Sup3 Pt2:S174-176.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 408-409.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 390-395.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 612-616.

 

Estudos:

Plantado 1 || Plantado 2 || Plantado 3 || Plantado 4



Rábano NegroRaphanus sativus var. niger

Planta anual, de origem incerta muito cultivada em Portugal e em outras regiões de clima temperado.

Pertence à família das Brassicáceas (Crucíferas) e as partes da planta utilizadas são as raízes.

Como principais constituintes possui heterósidos sulfurados (glucosinolatos), sendo um dos principais a glucobrassicina. Possui também óleo essencial com compostos sulfurados, glúcidos, aminoácidos, antocianósidos e vitaminas.

Possui actividade colerética, colagoga e hepatoprotetora. Aumenta o peristaltismo intestinal. Os produtos voláteis de enxofre são antimicrobianos e rubefacientes. Ação antiviral.

O rábano negro é tradicionalmente utilizado como colerético, colagogo e hepatoprotetor, na prevenção de litíases e suas complicações.

 

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre o rábano negro nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Lugasi A et al. (2005). Antioxidant effect of squeezed juice from black radish (Raphanus sativus L. var niger) in alimentary hyperlipidaemia in rats. Phytotherapy Research 19 (7): 587-591.

Hanlon PR, Webber DM and Barnes DM (2007). Aqueous extract from Spanish black radish (Raphanus sativus L. Var. niger) induces detoxification enzymes in the HepG2 human hepatoma cell line. Journal of Agricultural and Food Chemistry 55 (16): 6439-6446.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 562-563.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 628-629.

 

Estudos:

Rábano Negro 1 || Rábano Negro 2



RhodiolaRhodiola rosea

Planta de folha perene com flores vermelhas, rosa ou amareladas, nativa dos Himalaias e que cresce espontâneamente a grandes altitudes  na Ásia, Europa e América do Norte. É desde há muito considerada como um tónico para aumentar a endurance física e psíquica e a força.

Pertence à família das Crassuláceas e as partes utilizadas são as raízes, caules, folhas, flores e sementes.

Os seus principais constituintes são compostos antioxidantes, incluíndo p-tirosol, ácidos orgânicos (ácido gálhico, ácido cafeíco e ácido clorogénico) e flavonóides (catequinas e proantocianidinas). Possui também salidrósido (rhodiolósido e rhodosina), rhodionisido, rhodiolina, rosina, rosavina, rosarina e rosiridina. A rosavina é o constituinte atualmente selecionado para standardização dos extratos.

As propriedades adaptogénicas, efeitos protetores cardiopulmonares e atividade sobre o sistema nervoso central foram atribuídos principalmente devido à sua capacidade para influenciar os níveis e atividade de monoaminas como a serotonina, dopamina e norepinefrina. Pensa-se que as mudanças nos níveis de monoaminas se devem à inibição da atividade das enzimas responsáveis pela degradação das monoaminas e pelo aumento do transporte dos neurotransmissores a nível cerebral. A atividade adaptogénica pode também ser devida à indução da biosíntese de péptidos opióides com consequente ativação de receptores opióides a nível do sistema nervoso central e periférico.

A rhodiola é por isso tradicionalmente utilizada no stress crónico, astenia,  declínio da performance no trabalho, perturbações do sono, perda de apetite, irritabilidade e fadiga.

Se desejar, pode encontrar mais informação sobre a rhodiola nos estudos científicos e literatura que aqui disponibilizamos:

Zhu BW et al. (2003). Reduction of Noise-stress-induced Physiological Damage by Radices of Astragali and Rhodiolae: Glycogen, Lactic Acid and Cholesterol  Contents in Liver of the Rat. Bioscience, Biotechnology and Biochemistry 67 (9): 1930-1936.

Dwyer AV, Whitten DL and Hawrelak JA (2010). Herbal Medicines, other than St. John’s Wort, in the Treatment of Depression: A Systematic Review. Alternative Medicine Review 16 (1): 40-49. (Review Article)

Kelly GS (2001). Rhodiola rosea: A Possible Plant Adaptogen. Alternative Medicines Review 6 (3): 293-302. (Review Article)

Panossian A et al. (2007): The Adaptogens Rhodiola and Schizandra Modify the Response to Immobilization Stress in Rabbits by Suppressing the Increase of Phosphorylated Stress-activated Protein Kinase, Nitric Oxide and Cortisol. Drug Target Insights 2: 39-54.

Darbynian V et al. (2000). Rhodiola rosea in stress induced fatigue-a double blind crossover study of a standardized extract SHR-5 with a repeated lowdose regimen on the mental performance of healthy physicians during night duty. Phytomedicine 7 (5): 365-371.

Perfumi M and Mattioli L. (2007). Adaptogenic and central nervous system effects of single doses of 3% rosavin and 1% salidroside Rhodiola rosea L. extract in mice. Phytotherapy Research 21 (1): 37-43.

Mattioli L. and Perfumi M (2007). Rhodiola rosea L. extract reduces stress- and CRF-induced anorexia in rats. Journal of Psychopharmacology 21 (7): 742-750.

Fintelmann V and Gruenwald J (2007). Efficacy and tolerability of a Rhodiola rosea extract in adults with physical and cognitive deficiencies. Advances in Therapy 24 (4): 929-939.

Mattioli L, Funari C and Perfumi M (2009). Effects of Rhodiola rosea L. extract on behavioural and physiological alterations induced by chronic mild stress in female rats. Journal of Psychopharmacology 23 (2): 130-142.

Olsson EM et al. (2009). A randomised, double-blind, placebo-controlled, parallel-group study of the standardised extract shr-5 of the roots of Rhodiola rosea in the treatment of subjects with stress-related fatigue. Planta Medica 75 (2): 105-112.

van Diermen D et al. (2009). Monoamine oxidase inhibition by Rhodiola rosea L. roots. Journal of Ethnopharmacology 122 (2): 397-401.

Zhang ZJ et al. (2009). Dietary supplement with a combination of Rhodiola crenulata and Ginkgo biloba enhances the endurance performance in healthy volunteers. Chinese Journal of Integrative Medicine 15 (3): 177-183.

Lee FT et al. (2009). Chronic Rhodiola rosea extract supplementation enforces exhaustive swimming tolerance. The American Journal of Chinese Medicine 37 (3): 557-572.

Qu ZQ et al. (2009). Pretreatment with Rhodiola rosea extract reduces cognitive impairment induced by intracerebroventricular streptozotocin in rats: implication of anti-oxidative and neuroprotective effects. Biomedical and Enviromental Sciences 22 (4): 318-326.

Parisi A et al. (2010). Effects of chronic Rhodiola Rosea supplementation on sport performance and antioxidant capacity in trained male: preliminary results. The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness 50 (1): 57-63.

Panossian A et al. (2010). Rosenroot (Rhodiola rosea): traditional use, chemical composition, pharmacology and clinical efficacy. Phytomedicine 17 (7): 481-493.

Hunk SK, Perry R and Ernst E (2011). The effectiveness and efficacy of Rhodiola rosea L.: a systematic review of randomized clinical trials. Phytomedicine 18 (4): 235-244.

Edwards D et al. (2012). Therapeutic Effects and Safety of Rhodiola rosea Extract WS® 1375 in Subjects with Life-stress Symptoms – Results of an Open-label Study. Phytoterapy Research 26 (8): 1220-1225.

Referências:

McIntyre A. (2015). Herbal Remedies for Everyday Living, Octopus Publishing Group Lda, 97.

Rhodiola rosea Monograph (2002).  Alternative Medicines Review 7 (5): 421-423.

 

Estudos:

Rhodiola 1 || Rhodiola 2 || Rhodiola 3 || Rhodiola 4 || Rhodiola 5 || Rhodiola 6 || Rhodiola 7 || Rhodiola 8 || Rhodiola 9 || Rhodiola 10 || Rhodiola 11 || Rhodiola 12 || Rhodiola 13 || Rhodiola 14 || Rhodiola 15 || Rhodiola 16 || Rhodiola 17 || Rhodiola 18


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