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AloéAloe capensis

Arbusto perene, cresce em qualquer tipo de solo, mas melhor adaptado aos leves e arenosos. Originário de África, cultiva-se na África Meridional e Oriental. Em Portugal cresce como ornamental.

Pertence à família das Asfodeláceas(Liliáceas) e a parte da planta utilizada é o suco concentrado e seco proveniente do látex obtido por incisões nas folhas recentes.

O suco concentrado e seco possui derivados hidroxiantracénicos, referem-se como principais os C-glucósidos (aloínas A e B) e os aloinósidos A e B, pequenas quantidades de aloemodina e de crisofanol. Contém ainda derivados cromónicos: aloerresinas A,B e C, isoaloerresina, aloeninas A e B (constituintes amargos).

O suco concentrado e seco em doses baixas aumenta as secreções e a produção de bílis, em doses mais elevadas origina irritação da mucosa intestinal provocando um aumento da secreção de mucus e estimulação do peristaltismo, inibindo paralelamente a reabsorção de água e dos eletrólitos. Tem também efeitos anti-bacterianos e anti-virais.

O suco concentrado e seco de aloe é tradicionalmente utilizado na obstipação.

 

Referências:

Cunha AP, Silva AP, Roque OR (2012). Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia, 4ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 102-105.

Cunha AP, Roque OR (2011). Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas, 103-105.

Physicians Desk Reference for Herbal Medicines (2000), 2nd Edition, Thomson Medical Economics, 16-20.